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[RESENHA] Quando cai o raio

sábado, setembro 30, 2017

Jessica Matriani é uma garota de 16 anos  “basicamente uma boa menina, mas talvez um pouco precipitada para se envolver em brigas”. Em outras palavras: meio esquentadinha daquelas que não hesitam em dar uns bons socos em quem se mete a zombar de sua melhor amiga Ruth ou de um dos seus irmãos, Mike e Douglas. Essa personalidade forte a levou muitas vezes para a detenção depois da aula, onde conheceu muita gente diferente, com as quais não conviveria em outras circunstâncias. Entre eles, talvez o que mais tenha chamado a sua atenção seja Rob Wilkins, um “caipira” e membro do motoclube Hell’s Angels. E com a chuva que estava se formando naquela tarde depois da escola, ela devia mesmo ter aceitado a corona de Rob.
Jessica foi atingida por um raio (Isso mesmo!! Um raio!) em meio a uma tempestade, que ainda bem, não se mostrara ser um furacão afinal. Depois disso, as opiniões se dividiam entre desespero (Ruth) e ceticismo (sua família) toda vez que ela contava o que havia acontecido. Mas tudo mudou mesmo quando os sonhos começaram... Quem eram Sean Patrick e Olivia Maria?
Após o incidente com o raio Jessica desenvolveu um poder especial e agora era o que chamavam de paranormal. O problema foi que esse dom diferente, alarmado pelos jornalistas, tornou-a especialmente interessante para o governo levando-a para uma base militar onde deveria desenvolver suas habilidades. Mesmo longe da família e dos amigos, o que mais incomodava Jess na verdade era o arrependimento do que causara a Sean, uma das primeiras pessoas que apareceram em suas visões.
Narrado em primeira pessoa na forma de uma “declaração” escrita e assinada pela protagonista o livro tem um pouco de romance, um pouco de comédia e uma mudança radical nos rumos da estória. Confesso que quando eu comecei a ler achei que seria apenas mais um livro de adolescentes de 16 anos que se apaixonam no último ano da escola, mas realmente “quando cai o raio” o foco do texto muda completamente e me prendeu completamente.   
Eu gostei do livro e li em uma levada só, mas não sei, senti que ficou faltando alguma coisa. Faltou aquele “que” que dá potência na narrativa. Talvez os acontecimentos tenhas acontecido meio rápido demais. Não sou muito fã de livros detalhistas, que descrevem excessivamente os detalhes ou os personagens, mas nesse caso específico acho que isso cairia muito bem. Quando terminei de ler ficou na minha cabeça a sensação de que tinha lido um thriller, mas sem aquelas prendidas na respiração típicas de livros assim. Não sei explicar bem, mas achei a ideia maravilhosa e criativa, porém pouco explorada.
Agora em defesa da autora eu tenho que dizer que “Quando cai o raio” é o livro 1 de uma série de 5 que com certeza absoluta lerei (até porque nas últimas páginas tem a deixa perfeita para te deixar obcecada pela continuação). Com isso, talvez toda essa impressão que eu tive, de que faltou algo, só esteja diluída ao longo da série. Quando eu ler os outros escrevo aqui para vocês, combinado?
Como pontos negativos, além do que eu já falei tenho que desabafar: por que toda garota dos livros de adolescente tem que estar na banda ou na orquestra da escola? Violet em “Lugares incríveis” (que aliás se passa no mesmo estado que “Quando cai o raio”: Indiana), Mia em “Se eu ficar” e agora Jess. Sei lá. Foi só um dasabafo, porque de fato esse clichê não contribuiu em nada para a estória. E por último, gente, existe “voz de uma mulher negra”? Confesso que a frase que aparece no primeiro terço do livro me incomodou bastante.

                Fisicamente o livro é bem leve e a capa, apesar de não ter chamado muito a minha atenção tem um que de capa original, sabe, daquelas mais simples e objetivas. De uma maneira geral a leitura é extremamente leve e bastante agradável. E tenho que descordar da Jess, mas Steven Tyler é sim um gênio da música, mas não posso falar muito sobre o Prince (me desculpem os fãs, falha minha hahahaha). Agora de verdade, eu gostei do livro, mas na foi para a minha lista dos favoritos, pelo menos não isoladamente, como já disse talvez a série ainda me surpreenda. Pesquisando sobre achei legal saber que “Desaparecidos” foi adaptado para um série também de TV exibida em 3 temporadas entre 2003 e 2006. Fiquei com vontade de assistir. Para encerrar a resenha, minha avaliação foi de 3,5/5 no Skoob.
Título: Quando cai o raio 
Série: Desaparecidos
Autora: Meg Cabot
Ano de publicação: 2001
Páginas: 272
Editora: Galer Record
No idioma: Português
Gênero: Ficção
ISBN: 9788501088178
Avaliação média: 4,1/5
Votos:
2.388
Minha Avaliação: 3,5/5
Data da Resenha: 30/09/2017
Resenhado por: Fernanda Oliveira

2 comentários

  1. Nossa, eu achei essa capa tão horrenda, que provavelmente passaria batida pelo livro, sendo da Meg Cabot ou não, rs. Eu li a série mediadora da autora e gostei muito, mas não sei pq acabei não concluindo :T A escrita dela é realmente bacana e não me lembro se tive essa mesma sensação que você, de estar faltando algo :T

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