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[CRÍTICA] Jogo Perigoso Netflix

quarta-feira, outubro 25, 2017

Definitivamente 2017 é o ano do Stephen King. Batendo recorde de bilheteria, a nova adaptação de It - A Coisa reergueu o nome desse tão consagrado autor. E a Netflix, que não podia ficar de fora desse hype todo, lançou em setembro mais uma adaptação em filme de uma das obras do mestre do terror. Dirigido por Mike Flanagan (nome já encontrado em outra produção da Netflix, Hush - A Morte Ouve), o longa Jogo Perigoso (Gerald's Game) carrega a essência do romance homônimo, escrito em 1992.


Na trama, o casal Jessie (Carla Gugino) e Gerald (Bruce Greenwood), está em busca de novidades para apimentar seu relacionamento. Para isso, eles decidem passar um fim de semana romântico em uma casa de campo isolada. Mas, o que era um fetiche virou uma tragédia: Gerald sofre um infarto fulminante enquanto Jessie está algemada à cama. Sozinha. Sem vizinhos, sem telefone, sem comida, sem água. Seu único companheiro é um cão faminto. 

O ponto de virada do filme já se dá logo nesse início. A personagem precisa lutar para sobreviver e é nessa luta que percebemos a genialidade narrativa presente no longa. A protagonista está sozinha com seus pensamentos, que logo se transformam em alucinações e resgates do passado. Usando essa premissa, o diretor consegue, com jogos de câmeras muito bem executados, nos transmitir a agonia por qual passa a personagem. Passado, presente e futuro se misturam em uma narrativa absurdamente psicológica. Antes a agonia do longa estivesse apenas nessa luta pela sobrevivência, mas, além disso, as lembranças do passado de Jessie são capazes de nos agoniar mais que um par de algemas. O filme é pesado e difícil de digerir, já que trata de assuntos como violência sexual e pedofilia. 

Livro que foi adaptado
Não é fácil manter um filme que se passa majoritariamente em um cenário com dois personagens, sabemos que obras assim tendem a ficar enfadonhas ou repetitivas. Não é o caso de Jogo Perigoso. Mike Flanagan trabalha muito bem nessa construção, nos mantendo interessados até durante os momentos que em que o ritmo dá uma baixada. A atuação de Carla Gugino é exemplar na maioria das cenas e Bruce Greenwood (que volta a vida graças às alucinações de sua esposa) não fica atrás, construindo um personagem absolutamente misógino e repulsivo. 

Mas nem tudo são flores e o filme apresenta sim alguns problemas: indo na contramão de quase toda a narrativa, a sequência final é acelerada. Parece que o diretor correu para dar tempo de colocar todos os elementos do livro, algo que acabou perdendo um pouco de sentido, já que cinema e literatura são linguagens diferente. A quebra de ritmo é muito evidente, então por mim, o filme acabaria 10 minutos antes, mesmo que deixasse algumas coisas no ar. 

Se você está esperando um filme clássico de terror, cheio de sustos e ameaças, não se engane: Jogo Perigoso vai muito além, traz à tona as peripécias de uma mente abalada, fragilizada e entre a vida e a morte. É um terror psicológico que com certeza vai te sufocar.



Confira o trailer e as informações do filme abaixo:





Nome: Jogo Perigoso
Diretor: Mike Flanagan
Elenco:  Carla GuginoBruce GreenwoodCarel Struycken e mais.
Data de lançamento: 29/09/2017
Gêneros: DramaSuspense
Classificação da MPAA: 
Duração: 1h 43min
URL Oficial: https://www.netflix.com/br/title/80128722
Avaliação segundo o IMDB
              Avaliação: 6,8/10
              Votos: 76 críticas
Crítico: Analu
              Avaliação da crítica: 7/10 
              Data Crítica: 25/10/2017

1 Comentário

  1. A única obra de Stephen King que me irritou e não consegui terminar, achando o filme menos ruim que o livro, foi O Apanhador de Sonhos. Todas as outras, amei!
    E essa, certamente, adorarei.

    Rita Flôres

    http://paragostardeler1.blogspot.com.br
    http://paragostardelerbrasil.blogspot.com.br

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