-->

banner topo

[CRÍTICA] Série cara gente branca

4 comentários

Alunos negros de uma conceituada universidade norte-americana enfrentam desrespeito e a política evasiva da escola, que está longe de ser "pós-racial". Quando os alunos brancos de uma escola decidem dar uma festa temática sobre a raça negra, quatro alunos negros começam uma manifestação. Esta é uma sátira feroz ao racismo e ao pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial.

Em Cara gente branca, cada episódio da série foca nos dilemas de algum dos personagens, no primeiro episódio conhecemos Samantha White, que lidera um protesto contra uma festa “blackface”.


O blackface é uma técnica de maquiagem teatral, na qual pessoas brancas pintam-se de negras para imitá-las de forma caricata, o que reforça características físicas, estereotipando-as com o intuito de fazer piadas. (http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/05/maquiar-ator-branco-com-tinta-preta-e-uma-forma-de-racismo-sim.html)

Samantha White é o carro chefe da série, ela é uma das principais responsáveis pelo desejo de mudança na universidade, para que acabem os casos de racismo. Mesmo ela sendo uma personagem central, eles deram voz a mais 4 personagens que ilustram capítulos do seu ponto de vista. Honestamente achei que a série pegou bem leve em vários aspectos, é claro que existe a possibilidade de continua-la, mas não sei se ela terá tanta atenção como o ultimo queridinho 13 reasons why. 

Tive a impressão que eles colocaram pontos altos no trailer da série, trazendo uma sensação que a série fosse mais enérgica, mas quem for assistir vai reparar que não é bem assim que a produziram.
Outra questão é que os personagens parecem estar num loop eterno entre discutir o racismo na universidade que aparentemente ocorre no meio social e não acadêmico. Vocês podem me dizer: “o foco da série é discutir o racismo” bem é, mas não é essa a questão do loop, os personagens estão sempre reunidos na convenção dos negros na Armstrong-Parker, nos corredores da universidade ou numa festa, mesmo o ambiente sendo universitário você só vê os personagens dentro da sala de aula poucas vezes, e ainda sim as discussões a respeito do racismo vai sempre ocorrer no meio social e não propriamente no acadêmico.

E também fiquei com uma certa descrença que a série seja realmente favorável ao questionar o racismo, pois ela acaba se definindo, entre estudantes transando, usando drogas, indo a festas e planejando para protestar contra o racismo. Embora seja uma série que deveria sinalizar o racismo, acredito que ela ainda ficou muito presa a apresentar esteriótipos do negro.
E algumas coisas que poderiam ter destaque foram tratadas de forma branda.
O desenvolvimento da Colandrea por exemplo, ela é uma personagem que pode ser incrível mas se prende a padrões de como uma mulher pode ser bem sucedida nas costas de um homem, podem questionar que esse é o objetivo da personagem, mostrar uma pessoa resignada com o racismo, que tenta sobreviver a um mundo de padrões culturais e sociais, mas quando ela percebe seu poder ela simplesmente se comporta da pior maneira apenas reforçando seu domínio da situação, como se ser mulher, fosse estar entre o padrão Eva ou Lilith, ou devemos ser a mulher que fica sempre abaixo a um cara para continuar no paraíso, ou então somos a serpente que o tira do Éden. Sei que estou puxando para o lado do feminismo negro, mas sera que as garotas do feminismo negro sentiram-se representadas?
Podem tentar justificar que a série é uma sátira do racismo, o nome já é uma provocação para quem levanta a ideia absurda de “racismo reverso”. Mas não vi nenhum personagem forte o bastante, Sam é provocadora é claro, mas será que apresentando personagens que aparentemente não mudaram nada vai trazer alguma diferença no exterior? Será que essa provocação vai ecoar fora da tela?
Espero realmente que a série ganhe mais força numa segunda temporada, que tenha força para crescer e levantar questionamentos verdadeiros sobre o racismo.
De qualquer maneira eu espero que vocês assistam e tirem suas conclusões para que possamos discutir o quanto a série é realmente eficaz em levantar algum questionamento social!

INFORMAÇÕES DA SÉRIE:
Nome da série: Cara gente branca 
Nome do episódio: Capitulo I II III IV V VI VII VIII IX X
Número da temporada: 1
Número do episódio: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10.
Diretor: Justin Simien
Ator: LoganBrowning, Brandon P. Bell, DeRon Horton, Antoinette Robertson, John Patrick Amedori, Ashley Blaine Featherson, Marque Richardson, Giancarlos Esposito.
Data da transmissão: 28 Abril 2017
URL oficial: https://www.netflix.com/title/80095698
Classificação média: 5,3 / 10
Crítico: Eve Lopes
Classificação da Resenha: 4,8 / 5
Data da resenha: 29 Abril 2017

[RESENHA] D'votion - Julie Lopo

Nenhum comentário
As ruas de Grays Harbor escondem um assassino. Mulheres jovens estão morrendo e sendo abandonadas pela cidade. Mas, o agente do FBI, Hector Parker, está disposto a fazer de tudo para identificar o assassino. Porém, uma das mortes o destruiu: Evangeline Parker, grávida de cinco meses. Uma nota junto ao corpo de sua amada esposa: Eu sei que está atrás de mim, mas jamais me encontrará. Eu sei quem você é, mas não sabe quem eu sou. Então, ele jurou vingança. “Eu sei que está atrás de mim, mas jamais me encontrará. Eu sei quem você é, mas não sabe quem eu sou.” As investigações os levam até a Boate D’votion, onde um clube BDSM funciona nos seus andares superiores. O dono, Marcus King, e os outros membros do clube, se tornam os suspeitos do FBI. Oito mulheres já foram mortas. O FBI precisa encontrar o assassino, antes que ele encontre a sua próxima vítima.



     Nataly cuida de um  clube de BDSM, junto Marcus - seu irmão - a relação deles surgiu no orfanato, assim a menina foi abandonada pela mãe aos 5 anos. O clube é um local para um seleto público, Marcus comanda o clube com muita seriedade o que faz que qualquer um respeite Nataly.
Quando um  agente se infiltra no clube e passa a trabalhar como segurança, tentando descobrir quem é o serial killer que está matando mulheres com traços de BDSM ela começa a perceber que pode estar correndo perigo mesmo sendo uma dominadora.
     Esse livro é para quem gosta de literatura erótica, e suspense, a cada nova vítima é detalhado a forma como o serial killer as mata. É um livro bem especifico, esse é o primeiro livro da série D'votion, o segundo creio estar só disponível ainda no formato e-book pela Amazon.
     A diagramação do livro é linda, as páginas pretas dentro dele dão um detalhe bem interessante ao livro, assim como as algemas e pegadas ilustradas.

INFORMAÇÕES DO LIVRO
Título:  D'votion - Quem será a próxima vítima?
Autor: Julie Lopo
Ano de publicação: 2015
Páginas:256
Editora: Planeta Literário
No idioma: Português
Gênero: Literatura Brasileira, Literatura Erótica
ISBN: 9788568292228
Minha Avaliação: 4/5
Data da Resenha: 29/04/2017

 
Desenvolvido por Michelly Melo.

Personalizado por Eve Scintilla.