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Viajar sozinha


Desde o início da adolescência cultivo o desejo de viajar pelo mundo e conhecer a maior quantidade de lugares que conseguir. Sempre tive em mente que não sentiria nada semelhante a tristeza enquanto via minha família acenando e aos poucos desaparecendo. Estava errada. Ali percebi que, não importa quantas vezes o mesmo processo seja repetido, sempre sentirei aquela dorzinha ao dar tchau. Mas ela não é ruim.
Voar com as próprias asas é muito importante. A sensação de liberdade e responsabilidade. Ir para um lugar desconhecido e ter que se virar. Tudo isso traz tanto ensinamento e amadurecimento. Viajar sozinha é olhar tudo atentamente, admirando cada detalhe. É, de fato, se aventurar. Arriscar. Sair sem rumo. É se deparar com o próprio "eu", mais exposto e leal do que nunca.
A cada destino nos tornamos pessoas melhores. Aprendemos sobre simplicidade e a frase "se vira nos 30" faz bastante sentido. Perdemos algumas "frescuras" por conta de necessidades.
Estar com nossa família ou qualquer pessoa próxima é muito bom, mas, às vezes, é necessária a independência. Correr riscos, mesmo que com medo, afinal, o intuito é vencê-lo.
Nosso lar sempre será familiar e os abraços calorosos permanecerão nos acolhendo após nossos voos, sejam eles literais ou não. No entanto, viajar sozinha é conhecer  novos mundos, redescobrir coisas que já não sabíamos mais. Adquirir certezas e incertezas. Viajar sozinha é ir além.

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